No caso das terapias do casal, a intervenção centra-se prioritariamente naquilo que liga e desune o casal (aspectos positivos e negativos da relação) e não tanto nos problemas pessoais que cada elemento possa ter. Caso se observem dificuldades psicológicas num dos elementos (ou nos dois), pode(m) seguidamente ser consultado(s) individualmente. Como exemplo, podemos referir o caso de um dos elementos do casal ter sintomatologia depressiva ou ansiosa há muito tempo.

É uma técnica de intervenção relativamente curta, efectuada geralmente numa periodicidade entre quinzenal e mensal.

Tanto as técnicas da terapia familiar e do casal podem ser conjugadas com outras, tais como as farmacológicas ou a psicoterapia individual e cabe ao terapeuta, de acordo com os solicitadores da ajuda, propor-lhes o melhor esquema de intervenção em função dos problemas apresentados.


Figura 1:
O Casal Akenaton - Nefertiti
Akenaton e Nefertiti reinaram no Egipto entre 1352 e 1336 A.C , e são pais de Tutancamon.Foram possivelmente o casal mais revolucionário e singular conhecido, não só pela perfeição procuravam nos seus atos como pelas suas ideias idiossincráticas - a sua autonomia foi a ponte de criar uma capital nova para o Egipto ( Amarna) e de introduzir conceitos religiosos (1º monoteísmo da História), artísticos/estéticos e de relacionamento familiar absolutamente disruptivos em relação ao meio cultural em que nasceram.

 
 
 
O Psicodrama psicanalítico é uma técnica terapêutica realizada com um grupo de até 10 pacientes, de diferentes idades e problemáticas, que compartilham os problemas individuais de cada um gerando uma solidariedade e apoio mutuo que fortalece e esclarece cada elemento por si. São orientados em co-terapia por um Director do Psicodrama e um Ego-auxiliar.

Geralmente em cada sessão é pedido pelo Director do Psicodrama a um ou mais elementos que representem aspectos que têm a ver com conflitos da sua personalidade, sendo a representação observada ou mesmo participada por todos; seguidamente é comentada por todos, cabendo os comentários finais primeiramente ao Ego - auxiliar e depois ao Director do Psicodrama.

Pela utilização do corpo em acção, observado por todos, torna-se uma técnica muito activa, que propicia uma rápida erupção à consciência dos problemas e conflitos emocionais, em simultâneo da(s) pessoa(s) que dramatizou(am) e dos outros elementos do grupo, que, associando os seus próprios complexos emocionais aos que observaram ou através da participação na dramatização, tomam também consciência da sua realidade interior e de aspectos do seu eu que desconheciam e sobre os quais seguidamente reflectem e tendencialmente verbalizam.

Por ser uma técnica grupal, aspectos como a relação com intimidade, o vinculo afectivo, a interacção mutua / social, a confiança no outro e a auto-confiança, a capacidade de espontaneidade, o falar de si próprio são significativamente aumentados, á medida que a pessoa se liberta de constrangimentos emocionais e visões fantasistas em relação à sua pessoa e à reacção dos outros em relação à sua pessoa e progride no sentido de uma maior capacidade de conhecimento de si próprio,
de interacção, de fortalecimento psicológico e de autonomia, á medida que se vai conhecendo e verbalizando aspectos do seu eu até aí recalcados (desconhecidos, de que não tinha consciência).

É uma técnica muito boa e que pode ajudar com grande intensidade à erupção de emoções, pois conta com a grande força oriunda da contenção (apoio) emocional gerada pelo grupo, que é fruto duma aceitação incondicional do que é verbalizado e pelo suporte e ajuda em relação às ideias verbalizadas ou dramatizadas pelos seus elementos.

Como técnica grupal, é bem aceite por certos elementos emocionalmente ou socialmente mais frágeis (pela contenção que permite) ou em certas idades em que a vida grupal é importante (ex: adolescência) e a coesão do grupo é causa e consequência da possibilidade proporcionada aos seus elementos de observarem o que são as relações afectivas humanas no seu genuíno sentido, ou seja, para além das resistências ou constrangimentos sociais que frequentemente lhe estão associadas no dia a dia. Geralmente forma-se uma profunda ligação afectiva entre os elementos do grupo, baseada numa intimidade profunda e genuína, que é o motor do crescimento grupal e individual, sendo este vinculo estabelecido entre todos um dos elementos fundamentais da estabilidade do funcionamento grupal ao longo do tempo.


A frequência comum das sessões de psicodrama é semanal, durando cada uma 1h e 30m, e pode ser utilizada em conjunto com outros modelos psicoterapêuticos, tais como sessões de psicoterapia individual.
 
 
 
 
 
A Terapia Familiar parte da noção de que o sistema familiar exerce forte influencia em todos os seus membros.

As terapias da família baseiam-se no conceito de que o adoecer psíquico de uma pessoa, ou seja, a decisão de procurar ajuda, se insere num contexto sistémico, ou seja, num sistema de relações sociais, com enfoque no sistema familiar e que está por este fortemente determinada.

Assim, procurar ajudar para algum elemento de uma família é muitas vezes sinónimo de procurar ajuda para um mal-estar familiar que aquele elemento revela, trás à luz do dia.

Assim, pode haver pedidos de ajuda para determinado elemento que, sendo manifestação da disfunção familiar, somente poderão ser ultrapassados quando a família é abordada e trabalhada.

Também por vezes o pedido se centra no mau relacionamento dos elementos da família, mas mesmo nestes casos, geralmente existe uma espécie de elemento evidenciado, ou seja, um elemento que é considerado mais perturbador do bem-estar familiar.


Figura 2:
O casal Akenaton – Nefertiti numa cena familiar, com seus filhos.

A família real nunca era representada na sua vida pessoal, até esta data.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
O QUE É?

Terapia Ocupacional é a área da Saúde, que utiliza como recurso terapêutico, diferentes actividades para avaliar, tratar e reabilitar pessoas com disfunções de origem física, psicológica e social, com o objectivo de proporcionar uma maior autonomia e funcionalidade. Faz também o estudo, prescrição e treino de material adaptado para facilitar as tarefas do dia a dia.

QUEM PODE RECORRER?

Recém-nascidos, Crianças, Adolescentes, Adultos e Idosos que apresentem disfunções e/ou distúrbios motores, sensoriais, perceptivos, cognitivos e psicossociais
que dificultem o normal desempenho nas actividades no quotidiano.

QUANDO DEVE RECORRER?

- Perturbações do desenvolvimento infantil e juvenil
- Dificuldades de aprendizagem
- Disfunções sensorio-perceptivo-motoras
- Dificuldades na coordenação de movimentos
- Problemas neurológicos
- Problemas de sensibilidade
- Lesões da mão
- Problemas ortopédicos
- Necessidade de adaptar o espaço físico, utensílios e mobiliário para melhoria da autonomia e funcionalidade
- Necessidade de usar talas para posicionamento articular e/ou auxiliar na função
- Dificuldades em realizar actividades do dia a dia (ex: alimentação, higiene, vestir / despir), lazer, produtivas (trabalho, escola) e outras
- Problemas psicossociais
- Problemas relacionados com a (re)integração social, familiar, educativa e profissional.
- Geriatria/gerontologia
Terapia Ocupacional (dec. Lei 261/93, de 24 de julho)

Terapia Ocupacional é a ?avaliação, tratamento e habilitação de indivíduos com disfunção física, mental, de desenvolvimento, social ou outras, utilizando técnicas terapêuticas integradas em actividades seleccionadas consoante o objectivo pretendido e enquadradas na relação terapeutica / utente; prevenção da incapacidade através de estratégias adequadas com vista a proporcionar ao individuo o máximo de desempenho e autonomia nas suas funções pessoais, sociais e profissionais e, se necessário, o estudo e desenvolvimento das respectivas ajudas técnicas, em ordem a contribuir para uma melhoria da qualidade de vida?

Terapia Ocupacional é o tratamento de condições físicas e psicossociais através do uso de actividades específicas, com o objectivo de proporcionar ao individuo o seu máximo nível de funcionalidade e de independência.
 
 
 
 
 
Ter dificuldades em ler, escrever ou falar é comum mas há situações que carecem da ajuda de profissionais para serem ultrapassadas, sobretudo quando se é criança.

O Terapeuta da Fala intervém em todas as situações de patologia da fala, da voz e da linguagem oral e escrita, seja qual for a faixa etária.
 
 
Figura 1 - Leonardo D´Vinci soube melhor que qualquer outro pintor comunicar através das expressões colocadas nas pinturas e comunicar é, no fundo, a aprendizagem de uma linguagem comum a dois seres.